O Meu Blog de Notas
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Política

Programa “Novas Trafulhices”

by marcoferreira on Dec.11, 2009, under Geral, Política

Hoje chamou-me a atenção uma noticia do jornal Público onde o Ex-Ministro Medina Carreira acusa o Programa Novas-Oportunidades de “ser uma trafulhice e aldrabice”. Segundo o Ex-Ministro os “alunos” deste programa “não sabem nada, nada” e que “fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora. E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano”.

Concordo plenamente com o que é dito e já era tempo de alguém se chegar à frente. Mas eu cá vou ainda mais longe. Não é só as Novas Oportunidades mas também o programa E-Escolas, principalmente no que diz respeito aos computadores que deveriam ser entregues aos escalões da Acção Social Escolar (aqueles alunos que não pagam nada pelo computador, apenas uma mensalidade associada ao serviço de internet).

Também numa noticia que podemos ler no Jornal Público o Governo é “acusado” de usar dinheiros da Acção Social para pagar os computadores do Programa E-Escolinhas (o tão famoso Magalhães) e também do programa E-Escolas.

Ora, aqui eu só posso perguntar o que é feito desse dinheiro, porque computadores E-Escolas para os alunos abrangidos pelos escalões de Acção Social Escolar… nem vê-los. Enquanto trabalhador da Optimus Kanguru sei que os portáteis neste operador só estão a ser entregues a quem os paga (ainda que apenas 150€) e que a entrega aos escalões de ASE estão congeladas desde há mais de 1 ano. Sei também que o único operador que vai entregando alguns destes portáteis é a TMN e mesmo assim são apenas uma centena de largos em largos meses.

Afinal para onde vai o dinheiro?

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O modelo econométrico aplicado á realidade portuguesa

by marcoferreira on Nov.26, 2009, under Geral, Política

Resolvi escrever este artigo após um estudo superficial sobre modelos econométricos de previsão do voto. Achei curioso fazer uma análise, ainda que também muito superficial, sobre a aplicação deste modelo na actual conjuntura política nacional, especialmente sobre o que eu penso da actualidade.

A eficácia de tal modelo está comprovada por vários anos de prática. Vejamos, por exemplo, o estudo desenvolvido por Pedro Magalhães e Luís Aguiar-Conraria, em Agosto de 2008, para o Instituto de Relações Internacionais e Segurança, que conseguiu prever com maior exactidão os resultados das Legislativas em Portugal no ano seguinte, em comparação com os resultados de várias sondagens realizadas a menos de um mês das mesmas eleições.

Além dum conjunto de variáveis muito grande que, a serem ou não tidas em conta, podem influenciar fortemente o resultado do estudo, este tipo de modelo “estratégico” guia-se por pressupostos que nem sempre estão certos na nossa realidade social actual.

Este modelo assenta em princípios como a antecipação da utilidade da eleição de determinado candidato com base na também antecipação das acções políticas prováveis por parte desse mesmo candidato, entre outros factores (Servais, 1997 : 136). Por outras palavras deveria existir entre os partidos/candidatos e os eleitores uma relação de confiança. Confiança que a acção política decorrente da eleição não vai diferir da promessa em campanha. Confiança que a promessa de não aumentar os impostos será cumprida, que as políticas de emprego passarão à pratica e irão gerar realmente mais postos de trabalho, etc. É neste ponto que começo por discordar porque infelizmente não é isso que tem acontecido, por força das circunstâncias. Prova disto é o índice de confiança nos políticos, de acordo com o estudo realizado pela Reader’s Digest, onde se verifica que esta é a profissão que mereceu maior descrédito pelos portugueses nos últimos 5 anos.

Outro dos pontos fulcrais deste tipo de modelo é o grau de informação com que o eleitor vai fundamentar a sua escolha. Esta, segundo Servais (1997) e Downs (1957), é formada “a partir de um grau de informação limitado e selectivo” também porque “o incentivo para o eleitor se informar é frágil”. Na sociedade de informação onde vivemos essa mesma informação é, sem dúvida, controlada e filtrada, ainda que não a “lápis azul” de qualquer entidade governamental mas pelas forças maiores da máquina politico-partidária. A agravar esta filtragem encontra-se o próprio homem, em geral pouco interessado e predisposto a procurar e encontrar essa mesma informação e, tal como indicado, o incentivo é pouco, como referenciado no parágrafo anterior.

Em suma, a aplicação de modelos econométricos na actualidade política nacional, como forma de prever a tendência de voto dos eleitores, é um método fiável ainda que bastante trabalhoso apoiado em variáveis instáveis e inconstantes. Por outro lado os pressupostos em que nos apoiamos para fazer essa escolha, nomeadamente o facto de a racionalidade da escolha eleitoral ser do mesmo tipo da que usamos numa óptica de satisfação/utilidade, ainda que verdadeira assenta por sua vez noutros principios que actualmente poderão não ser os mais correctos.

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Jogo do “Faz de conta”

by marcoferreira on Nov.17, 2009, under Geral, Política

Vamos jogar ao “Faz de conta”? A ideia é todos fazermos de conta que temos um Primeiro-Ministro que não está envolvido em qualquer tipo de caso de falcatruas. Não há Freeports, não há sucatas de Faces Ocultas, nada.

Como as escutas foram consideradas ilegais, ou assim alguém quis que fosse, o nosso pseudo-engenheiro José Sócrates, sai impune de mais um caso… invulgar.

Mas afinal que País é este em que os criminosos não são julgados porque as provas que os poderiam condenar são, afinal, ilegais? Concordo que se condene também quem utiliza/ou escutas ilegais ou meios menos correctos para “apanhar” alguém, mas já que sabemos das coisas que tal aproveitar, não? Vamos fechar os olhos? Fingir que nada sabemos e agir como se nada se estivesse a passar?

Descobri um assassino, no entanto, para chegar a essa descoberta, para apanhar o homicida, utilizei métodos pouco ortodoxos. Mas atenção, apanhei-o, sei quem ele é, sei que ele matou alguém. Mas o condenado sou eu pela utilização dos métodos mas o assassino escapa impune?

Infelizmente não somos os únicos por esse mundo a agir assim. Para mim isto não faz qualquer sentido.

Mas infelizmente já nos vamos habituando. Num país em que alguém é preso por mandar o Sr. Dr. Juiz ir apanhar num sitio que não vê o sol, isto porque esse mesmo juiz mandou em liberdade os ladrões que nos assaltaram a casa… Já não se estranha nada, entranha-se.

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Os Bancos e as suas redes

by marcoferreira on Nov.02, 2009, under Geral, Política

Cada vez pondero mais a hipótese de fechar a minha conta bancária e largar o Multibanco (MB).

Nos últimos tempos foi uma sucessão de noticias que me têm deixado muito de pé atrás com esta “ferramenta” que tanto jeito dá. Quem me conhece sabe que sou um “MB dependente”, raramente ando com dinheiro e sempre que possível faço os pagamentos por MB, mas se realmente me querem cobrar taxas adicionais por usá-lo… esqueçam, prefiro fechar as contas e pagar em dinheiro. Não é tão seguro, muito menos cómodo, mas não estou sujeito a que o pouco que tenho ainda seja mais reduzido.

Primeiro foi a noticia de que os bancos poderiam começar a cobrar taxas nos movimentos nas caixas MB, principalmente caso a conta não seja do banco onde se está a fazer a transferência. No meu caso ficaria limitado à existência de balcões da Caixa Geral de Depósitos, o que não seria assim tão mau porque aqui na zona de Lisboa até existem os quantos pelas zonas que frequento.

Quanto a este ponto deverão os leitores ter muita atenção visto que essas taxas já estão a ser cobradas pela rede Netpay do BPN e isso pode ser comprovado nos sites da DECO - Proteste e noutros sites noticiosos. Visto que esta medida ainda não está perfeitamente estabelecida em todos os bancos isso faz com que tenha especial atenção ao local onde vou levantar dinheiro, partindo do principio que esse local está devidamente identificado com a informação de que ali se cobram ou não taxas de movimentos MB.

Agrava o facto de, mais recentemente, ter sido noticiado que os próprios estabelecimentos comerciais, que actualmente aceitam Multibanco, poderem também eles começar a cobrar taxas próprias pelos pagamentos em MB. Sinceramente aqui os consumidores poderão ter uma palavra a dizer porque vou começar a preferir um café, loja ou restaurante que não me cobre nada do que ir a um e ser forçado a pagar com dinheiro. Mas caso a medida seja difundida e se alastre à maioria dos estabelecimentos lá terei de começar a andar com mais dinheiro no bolso. Com o país que temos… bastante seguro diga-se de passagem.

Se juntarmos a estes dois pontos o facto de os bancos cobrarem taxas pelo (pouco) dinheiro que temos no Banco, por sermos pobres, pondero seriamente a possibilidade de começar a receber em cheque, levantar num balcão da entidade pagadora e ficar com o dinheiro em casa. E assim, a comodidade que é pagar com MB é rapidamente substituída e passa a ser muito mais fácil pagar com dinheiro vivo do que andar por aí à procura duma caixa onde não me cobrem mais do que quero levantar para pagar as contas nos estabelecimentos comerciais que cobram taxas adicionais.

Aguardamos pelas cenas dos próximos capítulos, nomeadamente a política dos bancos face aos movimentos taxados e dos estabelecimentos face a estas novas regras de taxação.

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Publicidade Eleitoral

by marcoferreira on Oct.18, 2009, under Geral, Política

No Sábado falei sobre o Lixo Eleitoral e o que me incomodam as publicidades no correio e os outdoors plantados no jardim. Ficou a promessa de voltar a escrever no dia a seguir, no entanto preferi esperar alguns dias. E esperei apenas porque queria deixar a informação de quantos dias levou a retirarem todos esses outdoors. Uma semana após as eleições (mais de uma semana após o final da campanha) reparei apenas que o outdoor que se encontrava à porta do meu trabalho, da candidatura do Pedro Santana Lopes, já foi parcialmente retirado (a estrutura de ferro está lá mas o “papel” já saiu). Já aqui no Olival Basto continua tudo na mesma. No caminho entre o Sr. Roubado e a minha casa continuam plantados no meio dos jardins os outdoors principalmente do PS e PSD.
Tentei procurar pela internet os prazos legais para retirar esses materiais, no entanto não encontrei nada, mesmo no site da Comissão Nacional de Eleições. Temo bem que isso nem esteja devidamente regulado.

O tema que pensei em trazer hoje fala também sobre campanha eleitoral escrita, ainda que dissimulada, sobre outdoors e essencialmente revistas/jornais.

E porquê dissimulada? Simplesmente porque surge mascarada em publicações das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

Recordo por exemplo a ultima publicação da revista da Junta de Freguesia de Olival Basto (edição de Agosto salvo erro) onde a totalidade das páginas eram ocupadas pelos feitos do executivo nestes últimos 4 anos. Já quando anteriormente tinha pegado no “Magazine Loures/Odivelas” pensei estar a folhear uma revista de campanha do Partido Socialista. Mais chocado fiquei, sinceramente até foi isso que me levou a escrever este artigo, quando vi um outdoor em Odivelas onde a nossa Presidente de Câmara aparece muito sorridente tendo como pano de fundo imagens de algumas das obras que levou a cabo durante o seu mandato.

E foi nesse momento que pensei: quem é que paga pela colocação deste Outdoor? Desde a impressão da publicidade ao aluguer do espaço onde o colocou? Ora nem mais… eu e todos os demais munícipes. Mas parece que todos nós vivemos muito bem com isso já que, aparentemente, ninguém se queixou ou levantou essa questão. A mim realmente incomoda-me que parte dos meus impostos e contribuições seja desviado para campanha partidária, independentemente dos partidos implicados. Já contribuo visto que parte dos nossos impostos vão, tal como está consagrado na lei, para os partidos com representados na Assembleia da República. Se quiser contribuir mais torno-me militante/sócio dum partido e dou-lhes directamente do meu dinheiro.

Deixo ainda outro pensamento que, não tendo directamente a ver com o que escrevi nas linhas acima, vem no seguimento dos últimos artigos que tenho aqui publicado. Mais uma vez, no rescaldo das autárquicas, tivemos todos os partidos a ganhar e todos a perder. Como é que isso é possível? Política meus caros… Política.

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Lixo Eleitoral

by marcoferreira on Oct.10, 2009, under Geral, Política

Finalmente está a chegar ao final a saga das eleições. Em apenas um mês, algo muito provavelmente inédito, tivemos duas campanhas eleitorais e elegemos 230 deputados à Assembleia da República mais uma quantidade bastante grande de presidentes de juntas de freguesia, câmaras municipais e assembleias de freguesia.

E destas eleições todas o que fica? Fica aquilo a que eu chamo de Lixo Eleitoral.

Ao olharmos à nossa volta depara-mo-nos muitas vezes com outdoors a poluírem a paisagem, flyers espalhados pelo chão, bandeiras e cartazes aqui e ali, postes cobertos com muitas folhas e pouco conteúdo… tão pouco conteúdo.

Sou contra a colocação de outdoors indiscriminadamente por aí, plantados no meio de jardins, colocados em sítios que muitos dizem ser estratégicos e eu digo serem uma perfeita estupidez. Exemplo disso é uma fonte “pseudo-luminosa” aqui do bairro, apresentada em muitos “cartões de visita” da Freguesia, que desde o inicio da pré-campanha eleitoral para as legislativas deixou de se ver. Eu penso que ela ainda está lá… por trás daqueles outdoors todos.

Infelizmente o cenário piora visto que se não existe qualquer tipo de civismo e bom-senso na colocação destes outdoors existe ainda menos do mesmo quando NÃO SE RETIRAM ou recolhem os materiais.

A publicidade colocada na minha caixa do correio é também algo que me chateia mesmo. Aliás, no decorrer desta semana, tive TODOS OS DIAS flyers, cartas, etc. de quase todos os partidos que concorrem aqui à freguesia e cujos apoiantes certamente não sabem para que serve a caixa de publicidade colocada à porta do prédio ou desconhecem o significado dos autocolantes do Instituto do Consumidor - aqueles que dizem “Publicidade não endereçada, não obrigado!!!” Estive até para seguir algumas ideias e dirigir-me à sede de campanha do partido que mais me importunou com isso e deixar lá tudo de volta ainda atirando umas palavras tipo: “Isto estava na minha caixa do correio. Como não vem em meu nome achei melhor devolver, penso que vos pertence.”

Para amanhã continuarei a falar deste assunto numa outra vertente de publicidade eleitoral em que todos nós contribuímos e pagamos.

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O dia seguinte

by marcoferreira on Sep.29, 2009, under Geral, Política

Na realidade são dois dias depois mas o que interessa mesmo, o que muito se tem falado, é: mas afinal quem é que ganhou as eleições?

Uma coisa é certa… Não foi Portugal, não fomos nós Portugueses e independentemente do resultado nunca seriamos nós.
O PS diz que ganhou as eleições. Eu prefiro dizer que ficou à frente dos demais, isto porque não considero que um partido possa ser considerado vencedor quando na realidade perdeu 25 deputados (10% do Parlamento).

Depois temos os outros todos que conseguiram eleger mais deputados, sendo que alguns chegam mesmo a duplicar a sua representação no Parlamento. Isso poderá ser considerado uma vitória é certo mas… não ganharam, não ficaram em primeiro, não foi o PSD, CDS-PP, BE ou CDU que elegeram mais deputados e tiveram maior nº de votos e isso é, logicamente, uma derrota.

Poderia dizer que a grande vitória foi de quem se absteve porque aliaram o primeiro lugar com 3678536 “eleitores” (1609871 “votos” a mais do que o PS) a uma subida percentual de cerca de 5%, segundo dados retirados do site da CNE (legislativas 2005) e SIC (legislativas 2009). Infelizmente não posso considerar uma vitória completa visto que além de não se conseguir mudar nada com esta atitude acabam muitas vezes por ser confundidos por gente que não quer saber ou velhinhos que não conseguem deslocar-se à Assembleia de Voto. Não quero dizer que esteja totalmente errado, no entanto acredito que haja cada vez mais gente que se abstém por se estar a aperceber do estado de coisas.

Infelizmente, e ao contrário do que tem sido divulgado em e-mails que circulam por aí, o voto branco (ou mesmo o nulo) não servem para mais do que reduzir a abstenção, não contando como é óbvio para a atribuição de mandatos ou que tenha qualquer influência sobre os mesmos, segundo informação constante no site da Comissão Nacional de Eleições.

Mas afinal quem é que ganhou? Quem perdeu? Estou feito político à séria… falei, falei e não disse nada, não cheguei a conclusão nenhuma. Mas aguardo o vosso feedback.

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Dia de Descanso

by marcoferreira on Sep.26, 2009, under Geral, Política

Hoje, Sábado 26 de Setembro de 2009, estando a um dia das eleições Legislativas, encontra-mo-nos no habitual dia de Reflexão.

Mas reflexão de quê? Vamos todos reflectir quem é menos Salazar? Quem mais diz que não é necessário falar mal do adversário mas logo em seguida esquece esse “pormenor” e… fala mal do adversário? Quem agora defende com unhas e dentes x ou y quando há alguns anos lhe chamava tudo menos santinho?

A política em Portugal está podre e felizmente, cada vez mais, os eleitores se vão apercebendo. Não venho aqui apelar ao voto em branco, muito menos ao absentismo eleitoral, não vou colocar os chavões habituais do tipo “é preciso fazer alguma coisa” ainda que haja a consciência de que é. Venho apenas desabafar.

O Partido Socialista prometeu e não cumpriu. O PSD prometeu e não teria cumprido. O BE, CDU, CDS-PP prometem e certamente não conseguiriam cumprir.

Mas na hora da verdade discute-se quem foi pior enquanto governou mas pouco se fala do que PODEMOS fazer para melhorar o estado de coisas. Todos falam deste “meu país”, “nosso pais”, mas na hora de trabalhar o que está à frente é a “minha vida”, o “meu estatuto”, o “meu futuro daqui a 4 anos” quando se tomam medidas bonitas para garantir o apoio do eleitorado cego. Cego porque não vê isto e cego porque deixa que com essas medidas este Portugal cada vez mais se afunde. Eu compreendo senhores deputados e principalmente senhores candidatos a Primeiros-Ministros e também senhores EX-Primeiros-Ministros, que aumentar os impostos ou diminuir o incentivo a quem fica em casa sem fazer nada ao abrigo dum subsidio de desemprego em vez do incentivo ao trabalho, sejam medidas que certamente não vos serão favoráveis para o futuro, principalmente para quem aspira a um lugar em Belém ou noutros sítios de iguais ou maiores importâncias. Mas muitas delas seriam certamente medidas que nos tirariam do estado em que nos encontramos.

Infelizmente não seria um caminho fácil e muito menos rápido, mas acredito que se realmente fosse o “nosso pais” em vez d’ “a minha carreira” as coisas poderiam ser mais fáceis.

Bem vindos à terra do Salve-se quem puder.

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Projecto Olímpico - Pequim 2008

by marcoferreira on Aug.20, 2008, under Desporto, Geral, Política

Sim, é verdade que estagiei no Comité Olímpico de Portugal durante 3 meses. Sim, é verdade que foram provavelmente os melhores 3 meses de trabalho que tive com pessoas espectaculares, trabalhadoras e que põem um bocadinho de cada uma delas no esforço colectivo. Sim, se calhar este artigo poderá ser o menos neutro que vou escrever por essas mesmas razões, ou pelo menos assim o poderá achar quem ler estas linhas, mas no final talvez percebam o meu ponto de vista.

Muito se tem falado nos ultimos dias no falhanço do Projecto Olímpico de Pequim. O Diário de Noticias chega mesmo a colocar em grande destaque de primeira-página (ocupando a quase totalidade da mesma) com “14 Milhões gastos em Projecto Olímpico falhado”. Pois bem, não posso concordar. Ou pelo menos não sem antes fazer uma outra análise… Quantos milhões são gastos pelo Estado Português no Futebol?! Quantos milhões foram gastos, por exemplo, para o Euro 2004?! Menos mas ainda expressivo… quanto não se terá gasto para o Mundial 2002, Mundial 2006, Euro 2008… ?! Parem um bocadinho para pensar.

Estes jogadores de futebol recebem verdadeiras fortunas para no final, a maior parte das vezes, não fazerem nada de especial. E os atletas Olímpicos e respectivos treinadores que treinam a maior parte das vezes à sua própria custa (sim, monetariamente falando), usando as suas próprias férias para os treinos, etc. Para no final quando as coisas correm mal serem enxovalhados, dizer-se que foram gastos 14 Milhões para um projecto FALHADO?! Pois bem, eu não considero FALHADO um projecto que nos rendeu 1 medalha de prata, essa para começar, e mesmo sem medalhas são de louvar todas as participações dos portugueses. Com eliminações mais prematuras ou não, falhanços, desilusões, etc. todos estes atletas deveriam ter muito mais do nosso apoio do que aquilo que realmente têm. Esses sim trabalham NO DURO para levar mais alto o nome de Portugal.

Claro que fico contente quando a Selecção de Futebol chega longe num Mundial ou Europeu de Futebol. Sou Português, como haveria de não ficar contente?!

Mas fico mais orgulhoso de 72 atletas olímpicos com resultados modestos nos Jogos do que 22 ou 23 milionários do futebol que tragam uma Taça do Mundo.

Em jeito de Post Scriptum, porque na realidade já tinha atirado cá para fora tudo aquilo que queria dizer, ou se calhar não mas pronto… Acabei de ler outra pérola, desta feita no 24h: “Houve desportistas que ganharam mais de 1000 euros por mês durante quatro anos e nem foram aos jogos”. E a isto eu respondo… Querem mesmo saber quanto é que um deputado ganha por mês durante o mesmo periodo de tempo para na maior parte desse tempo não fazer NADA e nem sequer por os pés NUMA UNICA sessão da Assembleia?!

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Aeroporto, ainda a polémica…

by marcoferreira on Feb.02, 2008, under Geral, Política

Na passada 5ª feira fui ao Norte, saí de manhãzinha ainda mal havia Sol (a bem dizer quando saí de casa não havia… nasceu ali pelos lados de Vila Franca).

Pelo caminho pensei em dar uma olhadela pelo Aeroporto da Ota, ou melhor dizendo pelo sitio onde supostamente ele iria ser feito, mas… não consegui… porquê?! Bom, estava muito nevoeiro!!! Pensei para mim “Bom, deixa lá, vês à vinda para Lisboa”… Acontece que quando passei ao anoitecer também estava… Nevoeiro!!! E não era generalizado, foi em todo o percurso o único sitio.

Acho que terem deixado a opção “Ota” de lado foi muito mal feito. Se o Aeroporto fosse para a Ota a malta que para lá fosse trabalhar estava bem da vida porque só ia trabalhar de tarde.

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