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História

Moinhos de Santana

by marcoferreira on Jan.21, 2010, under Geral, História, Lisboa

Entre a correria do dia a dia desta Lisboa que todos gostamos, pouco tempo ou disposição restam para olharmos à nossa volta e reparar em pequenos pontos curiosos da cidade. Um destes pontos característicos e “estranhos” situa-se entre a Ajuda e o Restelo e é composto por dois moinhos de vento, bem conservados por sinal, ali plantados entre prédios e avenidas largas.

Moinhos de Santana - entre prédios e avenidas

A história destes moinhos remonta ao ano de 1630 quando o Pe. Irlandês Daniel O’Daly chega a Lisboa para aqui fundar uma comunidade religiosa para os nobres ingleses que cá encontravam um abrigo, a salvo das perseguições protestantes do seu país. Entre outros projectos o Pe. O’Daly empenhou-se em construir um Convento para raparigas - o Convento do Bom Sucesso. As primeiras religiosas desta ordem chegaram cerca de 1639 e foram mais tarde edificados, presumivelmente já em meados do Séc. XVIII, estes moinhos, num ponto alto relativamente próximo do dito convento para poder servir as freiras.

Mais tarde, em 1942, os moinhos foram adquiridos pela Câmara Municipal de Lisboa e se hoje estão bem conservados podemos agradecer às obras de restauro levadas a cabo pela Associação Portuguesa dos Amigos de Moinhos em 1964/1965.

Hoje em dia estes moinhos podem ser admirados de bem perto no Jardim do Caramão da Ajuda, um sitio deveras aprazível na zona do Restelo/Ajuda. Neste espaço além de caminhos com largas sombras e bancos para descansar podemos ainda contar com um lago, um café com esplanada, um amplo relvado verdinho, fontes e repuxos, muitas flores e alegria e sobretudo uma boa vista com o Tejo ali tão perto.

Moinhos de Santana - vista sobre o Tejo

A não perder.

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Padrão do Chão Salgado

by marcoferreira on Jul.13, 2009, under Geral, História, Lisboa

Quem por ali passa muito provavelmente nem repara,como eu que tantas vezes por ali passei e nunca tinha reparado até ter visto num mail que me foi enviado.

Um verdadeiro marco histórico, aquele que fica no Beco do Chão Salgado em Belém, encaixado entre a centenária Fábrica dos Pastéis de Belém e o recente Starbucks e dá pelo nome de Padrão do Chão Salgado.

Padrão do Chão Salgado

Padrão do Chão Salgado

“AQUI FORAO AS CASAS ARAZADAS E SALGADAS DE JOZE MASCARENHAS EX AUTHORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS E CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNTA DA INCONFIDENCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1758 JUSTIÇADO COMO HUM DOS CHEFES DO BARBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMMULADO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE EL REI NOSSO SENHOR D. JOZE. NESTE TERRENO INFAME SENÃO PODERA EDIFICAR EM TEMPO ALGUM.”

Esta é a inscrição que lá podemos encontrar e a história que está por trás deste monumento remonta a 1758. Em Setembro desse mesmo ano, enquanto regressava ao actual Palácio Nacional da Ajuda (na altura chamado de Real Barraca), D. José I é emboscado e escapa a uma tentativa de assassinato supostamente mandatada pela família Távora que conspirava para colocar o Duque de Aveiro, D. José de Mascarenhas, no poder.

Foi então sentenciada a execução, entre outros, do Duque de Aveiro e mandado demolir o seu palácio e salgadas as terras para que nada, em tempo algum, se lá construísse. É hoje claro que a vontade de El-Rei D. José I sucumbiu com o tempo dado que hoje encontramos o dito Padrão bem encostado a um prédio e rodeado de tantos outros. Ainda assim fica o marco para que se recordem as atrocidades de outrora.

Em jeito de P.S. deixo a nota: Achei que era tempo de trazer um pouco de história e cultura ao meu canto perdido na Internet. Seguir-se-ão outros monumentos e momentos da magnífica História de Portugal.

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