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Publicidade Eleitoral
by marcoferreira on Oct.18, 2009, under Geral, Política
No Sábado falei sobre o Lixo Eleitoral e o que me incomodam as publicidades no correio e os outdoors plantados no jardim. Ficou a promessa de voltar a escrever no dia a seguir, no entanto preferi esperar alguns dias. E esperei apenas porque queria deixar a informação de quantos dias levou a retirarem todos esses outdoors. Uma semana após as eleições (mais de uma semana após o final da campanha) reparei apenas que o outdoor que se encontrava à porta do meu trabalho, da candidatura do Pedro Santana Lopes, já foi parcialmente retirado (a estrutura de ferro está lá mas o “papel” já saiu). Já aqui no Olival Basto continua tudo na mesma. No caminho entre o Sr. Roubado e a minha casa continuam plantados no meio dos jardins os outdoors principalmente do PS e PSD.
Tentei procurar pela internet os prazos legais para retirar esses materiais, no entanto não encontrei nada, mesmo no site da Comissão Nacional de Eleições. Temo bem que isso nem esteja devidamente regulado.
O tema que pensei em trazer hoje fala também sobre campanha eleitoral escrita, ainda que dissimulada, sobre outdoors e essencialmente revistas/jornais.
E porquê dissimulada? Simplesmente porque surge mascarada em publicações das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
Recordo por exemplo a ultima publicação da revista da Junta de Freguesia de Olival Basto (edição de Agosto salvo erro) onde a totalidade das páginas eram ocupadas pelos feitos do executivo nestes últimos 4 anos. Já quando anteriormente tinha pegado no “Magazine Loures/Odivelas” pensei estar a folhear uma revista de campanha do Partido Socialista. Mais chocado fiquei, sinceramente até foi isso que me levou a escrever este artigo, quando vi um outdoor em Odivelas onde a nossa Presidente de Câmara aparece muito sorridente tendo como pano de fundo imagens de algumas das obras que levou a cabo durante o seu mandato.
E foi nesse momento que pensei: quem é que paga pela colocação deste Outdoor? Desde a impressão da publicidade ao aluguer do espaço onde o colocou? Ora nem mais… eu e todos os demais munícipes. Mas parece que todos nós vivemos muito bem com isso já que, aparentemente, ninguém se queixou ou levantou essa questão. A mim realmente incomoda-me que parte dos meus impostos e contribuições seja desviado para campanha partidária, independentemente dos partidos implicados. Já contribuo visto que parte dos nossos impostos vão, tal como está consagrado na lei, para os partidos com representados na Assembleia da República. Se quiser contribuir mais torno-me militante/sócio dum partido e dou-lhes directamente do meu dinheiro.
Deixo ainda outro pensamento que, não tendo directamente a ver com o que escrevi nas linhas acima, vem no seguimento dos últimos artigos que tenho aqui publicado. Mais uma vez, no rescaldo das autárquicas, tivemos todos os partidos a ganhar e todos a perder. Como é que isso é possível? Política meus caros… Política.
Lixo Eleitoral
by marcoferreira on Oct.10, 2009, under Geral, Política
Finalmente está a chegar ao final a saga das eleições. Em apenas um mês, algo muito provavelmente inédito, tivemos duas campanhas eleitorais e elegemos 230 deputados à Assembleia da República mais uma quantidade bastante grande de presidentes de juntas de freguesia, câmaras municipais e assembleias de freguesia.
E destas eleições todas o que fica? Fica aquilo a que eu chamo de Lixo Eleitoral.
Ao olharmos à nossa volta depara-mo-nos muitas vezes com outdoors a poluírem a paisagem, flyers espalhados pelo chão, bandeiras e cartazes aqui e ali, postes cobertos com muitas folhas e pouco conteúdo… tão pouco conteúdo.
Sou contra a colocação de outdoors indiscriminadamente por aí, plantados no meio de jardins, colocados em sítios que muitos dizem ser estratégicos e eu digo serem uma perfeita estupidez. Exemplo disso é uma fonte “pseudo-luminosa” aqui do bairro, apresentada em muitos “cartões de visita” da Freguesia, que desde o inicio da pré-campanha eleitoral para as legislativas deixou de se ver. Eu penso que ela ainda está lá… por trás daqueles outdoors todos.
Infelizmente o cenário piora visto que se não existe qualquer tipo de civismo e bom-senso na colocação destes outdoors existe ainda menos do mesmo quando NÃO SE RETIRAM ou recolhem os materiais.
A publicidade colocada na minha caixa do correio é também algo que me chateia mesmo. Aliás, no decorrer desta semana, tive TODOS OS DIAS flyers, cartas, etc. de quase todos os partidos que concorrem aqui à freguesia e cujos apoiantes certamente não sabem para que serve a caixa de publicidade colocada à porta do prédio ou desconhecem o significado dos autocolantes do Instituto do Consumidor - aqueles que dizem “Publicidade não endereçada, não obrigado!!!” Estive até para seguir algumas ideias e dirigir-me à sede de campanha do partido que mais me importunou com isso e deixar lá tudo de volta ainda atirando umas palavras tipo: “Isto estava na minha caixa do correio. Como não vem em meu nome achei melhor devolver, penso que vos pertence.”
Para amanhã continuarei a falar deste assunto numa outra vertente de publicidade eleitoral em que todos nós contribuímos e pagamos.
O dia seguinte
by marcoferreira on Sep.29, 2009, under Geral, Política
Na realidade são dois dias depois mas o que interessa mesmo, o que muito se tem falado, é: mas afinal quem é que ganhou as eleições?
Uma coisa é certa… Não foi Portugal, não fomos nós Portugueses e independentemente do resultado nunca seriamos nós.
O PS diz que ganhou as eleições. Eu prefiro dizer que ficou à frente dos demais, isto porque não considero que um partido possa ser considerado vencedor quando na realidade perdeu 25 deputados (10% do Parlamento).
Depois temos os outros todos que conseguiram eleger mais deputados, sendo que alguns chegam mesmo a duplicar a sua representação no Parlamento. Isso poderá ser considerado uma vitória é certo mas… não ganharam, não ficaram em primeiro, não foi o PSD, CDS-PP, BE ou CDU que elegeram mais deputados e tiveram maior nº de votos e isso é, logicamente, uma derrota.
Poderia dizer que a grande vitória foi de quem se absteve porque aliaram o primeiro lugar com 3678536 “eleitores” (1609871 “votos” a mais do que o PS) a uma subida percentual de cerca de 5%, segundo dados retirados do site da CNE (legislativas 2005) e SIC (legislativas 2009). Infelizmente não posso considerar uma vitória completa visto que além de não se conseguir mudar nada com esta atitude acabam muitas vezes por ser confundidos por gente que não quer saber ou velhinhos que não conseguem deslocar-se à Assembleia de Voto. Não quero dizer que esteja totalmente errado, no entanto acredito que haja cada vez mais gente que se abstém por se estar a aperceber do estado de coisas.
Infelizmente, e ao contrário do que tem sido divulgado em e-mails que circulam por aí, o voto branco (ou mesmo o nulo) não servem para mais do que reduzir a abstenção, não contando como é óbvio para a atribuição de mandatos ou que tenha qualquer influência sobre os mesmos, segundo informação constante no site da Comissão Nacional de Eleições.
Mas afinal quem é que ganhou? Quem perdeu? Estou feito político à séria… falei, falei e não disse nada, não cheguei a conclusão nenhuma. Mas aguardo o vosso feedback.
Dia de Descanso
by marcoferreira on Sep.26, 2009, under Geral, Política
Hoje, Sábado 26 de Setembro de 2009, estando a um dia das eleições Legislativas, encontra-mo-nos no habitual dia de Reflexão.
Mas reflexão de quê? Vamos todos reflectir quem é menos Salazar? Quem mais diz que não é necessário falar mal do adversário mas logo em seguida esquece esse “pormenor” e… fala mal do adversário? Quem agora defende com unhas e dentes x ou y quando há alguns anos lhe chamava tudo menos santinho?
A política em Portugal está podre e felizmente, cada vez mais, os eleitores se vão apercebendo. Não venho aqui apelar ao voto em branco, muito menos ao absentismo eleitoral, não vou colocar os chavões habituais do tipo “é preciso fazer alguma coisa” ainda que haja a consciência de que é. Venho apenas desabafar.
O Partido Socialista prometeu e não cumpriu. O PSD prometeu e não teria cumprido. O BE, CDU, CDS-PP prometem e certamente não conseguiriam cumprir.
Mas na hora da verdade discute-se quem foi pior enquanto governou mas pouco se fala do que PODEMOS fazer para melhorar o estado de coisas. Todos falam deste “meu país”, “nosso pais”, mas na hora de trabalhar o que está à frente é a “minha vida”, o “meu estatuto”, o “meu futuro daqui a 4 anos” quando se tomam medidas bonitas para garantir o apoio do eleitorado cego. Cego porque não vê isto e cego porque deixa que com essas medidas este Portugal cada vez mais se afunde. Eu compreendo senhores deputados e principalmente senhores candidatos a Primeiros-Ministros e também senhores EX-Primeiros-Ministros, que aumentar os impostos ou diminuir o incentivo a quem fica em casa sem fazer nada ao abrigo dum subsidio de desemprego em vez do incentivo ao trabalho, sejam medidas que certamente não vos serão favoráveis para o futuro, principalmente para quem aspira a um lugar em Belém ou noutros sítios de iguais ou maiores importâncias. Mas muitas delas seriam certamente medidas que nos tirariam do estado em que nos encontramos.
Infelizmente não seria um caminho fácil e muito menos rápido, mas acredito que se realmente fosse o “nosso pais” em vez d’ “a minha carreira” as coisas poderiam ser mais fáceis.
Bem vindos à terra do Salve-se quem puder.



