Finalmente está a chegar ao final a saga das eleições. Em apenas um mês, algo muito provavelmente inédito, tivemos duas campanhas eleitorais e elegemos 230 deputados à Assembleia da República mais uma quantidade bastante grande de presidentes de juntas de freguesia, câmaras municipais e assembleias de freguesia.
E destas eleições todas o que fica? Fica aquilo a que eu chamo de Lixo Eleitoral.
Ao olharmos à nossa volta depara-mo-nos muitas vezes com outdoors a poluírem a paisagem, flyers espalhados pelo chão, bandeiras e cartazes aqui e ali, postes cobertos com muitas folhas e pouco conteúdo… tão pouco conteúdo.
Sou contra a colocação de outdoors indiscriminadamente por aí, plantados no meio de jardins, colocados em sítios que muitos dizem ser estratégicos e eu digo serem uma perfeita estupidez. Exemplo disso é uma fonte “pseudo-luminosa” aqui do bairro, apresentada em muitos “cartões de visita” da Freguesia, que desde o inicio da pré-campanha eleitoral para as legislativas deixou de se ver. Eu penso que ela ainda está lá… por trás daqueles outdoors todos.
Infelizmente o cenário piora visto que se não existe qualquer tipo de civismo e bom-senso na colocação destes outdoors existe ainda menos do mesmo quando NÃO SE RETIRAM ou recolhem os materiais.
A publicidade colocada na minha caixa do correio é também algo que me chateia mesmo. Aliás, no decorrer desta semana, tive TODOS OS DIAS flyers, cartas, etc. de quase todos os partidos que concorrem aqui à freguesia e cujos apoiantes certamente não sabem para que serve a caixa de publicidade colocada à porta do prédio ou desconhecem o significado dos autocolantes do Instituto do Consumidor – aqueles que dizem “Publicidade não endereçada, não obrigado!!!” Estive até para seguir algumas ideias e dirigir-me à sede de campanha do partido que mais me importunou com isso e deixar lá tudo de volta ainda atirando umas palavras tipo: “Isto estava na minha caixa do correio. Como não vem em meu nome achei melhor devolver, penso que vos pertence.”
Para amanhã continuarei a falar deste assunto numa outra vertente de publicidade eleitoral em que todos nós contribuímos e pagamos.




Melhor mesmo do que tudo isso, é acordar num feriado bem cedinho, ao som dos bombos, música e palavras da comitiva de um dos cadidatos à junta de freguesia aqui da vila. Já para não falar que os telejornais passavam material referentes a campanha política, 3/4 do seu tempo. Por algumas semanas, ninguém teve gripe a. Ou pelo menos, ninguém quis saber da gripe. Ainda bem, o alarmismo estagnou 😉
Beijinho’