Semana#10 – UBER, McDonalds e desemprego

Numa altura em que muito se fala na legalidade da UBER no nosso país e a guerra entre taxistas e os motoristas/empresas que trabalham em parceria com a UBER está no apogeu, os taxistas sofrem um duro golpe.
54 taxistas foram (multados/presos) por fraude ao cliente tendo sido apanhados a cobrarem mais do que o suposto. Sejamos sinceros… todos sabemos que muitos taxistas fazem isso, sobretudo aos turistas, deixando uma péssima imagem a quem nos visita. E essa falta de profissionalismo, transparência e no fundo falta de carácter por parte de uma boa dose de taxistas é o que me faz ser defensor da plataforma UBER.

Através da plataforma nada podia ser mais transparente. Conseguimos ver em tempo real onde se encontra o carro que nos vai transportar, calcular o valor aproximado da viagem e nem precisamos de nos preocupar com o pagamento porque o mesmo é feito automaticamente por débito do cartão. Adicionando a isto ainda podemos consultar a pontuação do nosso motorista e avaliá-lo nós próprios.

Compreendo os argumentos dos taxistas quanto ao facto de esta ser uma luta desigual tendo em conta as limitações sentidas pelos taxistas no acesso aos alvarás e o preço excessivo dos mesmos. No entanto toda a sua razão se esvai quando nos deparamos com estas situações… De que forma os taxistas querem ganhar uma guerra onde só dão argumentos à concorrência? Desta forma não conseguirão certamente conquistar a simpatia, compreensão e apoio de quem precisa de usar este tipo de meio de transporte. Habitualmente não sou utilizador de transporte que não seja o meu próprio automóvel mas da próxima vez que necessitar a escolha está mais do que tomada.

Fernanda Cancio foi ao McDonald’s e descobriu que com os happy meals vêm brinquedos diferentes para rapaz e rapariga considerando isso uma intolerável discriminação de géneros. Infelizmente parece que já foi secundarizada pela secretária de estado que já pediu averiguações ao caso. Isto é absolutamente ridículo e o cúmulo a que chegámos na guerra estúpida da igualdade géneros e direito à autodeterminação sexual. Encarem a realidade: os homens são diferentes das mulheres! Os gostos são na enorme maioria das vezes completamente distintos (obviamente que existem excepções que não significam necessariamente uma orientação sexual diferente). Homens gostam de carros, meninas de barbies!!! Homens são tendencialmente mais “físicos” nas brincadeiras, meninas mais “intelectuais”. Está-lhes no sangue e não é algo que seja culturalmente imposto, tirem daí a ideia. Assusta-me imenso este extremismo feminista contra a distinção. Acho muito bem que homens e mulheres tenham igualdade de direitos e oportunidades, mas chegar a este cumulo parece-me despropositado. Faz-me lembrar os EUA que se apregoam como país da liberdade mas onde no fundo tudo é controlado e regulado ao pormenor e onde à mínima coisinha… estamos feitos.

cartaz sobre desemprego
Mais vale um emprego precário que o desemprego? Eu concordo mas pela realidade a que assisto no meu dia a dia quem está nesse tipo de situação pensa de forma contrária. Das formações que integram a minha linha de atendimento muitas pessoas acabam por desistir preferindo manterem-se no desemprego quando ali têm a possibilidade de um emprego estável (dentro do que hoje se pode considerar estável – felizmente são mais os que acabam por sair pelo próprio pé do que por imposição nossa) com o SMN e prémios atingíveis com um valor bastante atractivo. No entanto muitos acabam por simplesmente deixar de aparecer. E não estamos sequer a falar de pessoas que têm cursos superiores e com experiência na sua área que de repente se vêm sem emprego. Estamos a falar de licenciados ou não que estão à procura do primeiro emprego ou pessoas que já têm um background grande neste tipo de trabalho e que preferem ainda assim o desemprego.
Isto leva-me a pensar… somos nós que pagamos assim tão mal? Garantidamente que não… o desemprego é que é extremamente bem remunerado em Portugal.
É certo que felizmente nunca tive que recorrer ao Subsídio de Desemprego (oxalá isso não venha a acontecer) e é óbvio que a minha afirmação não é ajustada a todas as situações. No entanto devia de ser uma questão repensada para evitar o tipo de abusos que conheço e que fazem muitas pessoas preferirem ficar no desemprego (enquanto nós trabalhadores os sustentamos) ao invés de irem trabalhar e “sustentar” os subsídios de desemprego daqueles que mereciam até receber mais porque após muitos anos a trabalhar, muita experiência adquirida, se vêm sem emprego, por vezes famílias inteiras com poucas possibilidades de arranjarem e singrarem num novo emprego por várias condicionantes como a idade por exemplo.
Eu próprio, quando terminou o meu vinculo com a empresa anterior, face às condições que me eram propostas na altura ponderei seriamente aproveitar um descanso bem remunerado. Pesando bem o que eu ia ganhar e retirando as despesas que ia ter (de deslocação por exemplo) a diferença do que eu ia ganhar a menos por estar desempregado era claramente compensatória. Mas não… fiz a escolha que se revelou ser mais acertada. Outros preferem ser pagos para não fazer nada.

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