Semana#9 – Trump e a eutanásia

Lá fora tudo na mesma. Trump soma e segue. Foi o grande vencedor a par da Hillary Clinton, cada um do seu lado da barricada, na super terça-feira e ontem voltou a vencer. O caso torna-se sério e a sua nomeação está praticamente garantida. Resta-nos duas consolações:
1º tanto Hillary Clinton como Bernie Sanders estão à frente nas sondagens contra Trump; 2º enquanto Presidente estou certo que Donald Trump seria muito mais moderado em relação àquilo que tem mostrado.
Em Espanha falharam os primeiros acordos para formação de um Governo e praticamente garantidas estão também novas eleições legislativas. Será que vão servir para ultrapassar o impasse ou pelo contrário criarão um cenário ainda mais dificil?

Mas os meus destaques desta semana ficam por cá.

Na Assembleia Regional da Madeira o deputado José Manuel Coelho voltou a fazer das dele. Desta vez, em protesto contra a penhora de que está a ser alvo, resolveu despir-se e entregar a roupa quase toda (ficou de boxers, graças a qualquer entidade divina superior) ao Presidente da Assembleia Regional. Continue reading

Semana#8 – Especial Óscares

Ainda que o destaque de hoje vá para a cerimónia de entrega dos Óscares que vai decorrer já nesta madrugada não posso deixar de referir dois assuntos que aqui tenho acompanhado e algo que ouvi esta semana e me tirou do sério:

– em Espanha continua o impasse negocial para a formação de Governo. Durante esta semana esboçou-se um acordo entre PSOE e Podemos mas o PP e o Ciudadanos uniram-se imediatamente contra. O tempo começa a escassear e o cenário de novas eleições é cada vez mais real;

– Donald Trump soma e segue nas primárias e a coisa torna-se séria. Ainda que tenha a certeza que enquanto Presidente ele seria muito mais moderado do que tem sido, a coisa não está para grandes brincadeiras;

– Ricardo Salgado comentou os resultados do Novo Banco dizendo que a culpa é do BdP e que as pessoas tinham mais confiança no BES. Sim, tem razão, efectivamente as pessoas tinham mais confiança no BES até perceberem o que por lá se passava e do mesmo ter aberto falência deixando muita gente sem as poupanças de uma vida.

Passando então ao tema central, vamos falar de filmes e começamos pelos candidatos ao Óscar de Melhor Filme. Continue reading

A (morna) noite mais aguardada do cinema

Tendo em conta que, provavelmente, este é o primeiro ano em que ao dia da cerimónia de entrega dos Óscares eu já consegui ver os principais candidatos às tão desejadas estatuetas apraz-me também fazer a minha análise quanto aos vencedores e porque não também aos “vencidos” (se é que os há).

Antes de mais o grande vencedor da noite (se tivermos por vencedor aquele que ganha na categoria de melhor filme e melhor realizador e sobretudo aliando o melhor argumento, seja ele adaptado ou original), Birdman, não é um filme de fácil digestão ou o típico filme Hollywoodesco (algo que já se viu que até dá frutos ou não tivesse “O Artista” vencido em 2012). No entanto, não deixa por isso de ser bastante aceitável e recheado de boas representações (um sempre impecável Edward Norton aliado a uma Emma Stone em ascensão e a um muito subestimado Michael Keaton).

E é exactamente a escolha deste pouco aproveitado Michael Keaton para o argumento original, que gira em roda de um actor que teme ficar conhecido apenas por um grande papel no típico filme de acção, que dá um toque especial ao “Birdman”. Onde é que já vimos isto?! Deixem-me pensar… AH! Exacto… o Michael Keaton que será o eterno Batman. Genial.
E é exactamente por isso que o Óscar para “Melhor Argumento Original” foi extremamente bem entregue tendo em conta a concorrência (não percebo sequer como o Foxcatcher conta como argumento original).

No entanto, apesar de muito bom, com bons actores, bom argumento, uma realização que gostei bastante com planos e sequências de topo, considero que o Melhor Filme de 2014 está a anos luz de outros seus antecessores. Lamento mas não consigo olhar para “Birdman” e colocá-lo ao nível de um “Slumdog Millionaire”, de um “The Departed”, “A Beautifull Mind” (isto apenas para citar os meus favoritos do Séc. XXI).

Relativamente às restantes “categorias principais” não há efectivamente muito a dizer. Na categoria de Melhor Realizador também a vitória de Iñárritu (Birdman) era expectável e muito merecida. O Óscar para Melhor Actor também já estava previsto ser entregue a um ainda relativamente jovem mas muito promissor Eddie Redmayne (The Theory of Everything) no entanto considero que aqui a escolha seria mais difícil do que na vertente feminina onde não poderia ganhar mais ninguém a não ser Julianne Moore (Still Alice) que esteve impecável no papel de uma doente com Alzheimer precoce.

Em jeito de balanço diria que foi tudo dentro do que se previa, sem vencedores absolutos, sem grande polémicas (aqui talvez se destaque o comentário de Sean Penn ao anunciar o vencedor na Categoria “Melhor Filme” – algo como “Quem é que deu o visto de autorização de residência a este filho da p%&a”) talvez também por isso, por essa “previsibilidade”, a cerimónia contou este ano com muito menos espectadores do que habitual.